A conexão entre São Paulo Storm e Campo Grande Gravediggers

Você certamente já ouviu falar da teoria dos seis graus de separação. E por incrível que possa parecer, ela também é válida para São Paulo Storm e Campo Grande Gravediggers, que se enfrentam no próximo domingo, dia 12 de julho, pelo título da SuperCopa São Paulo 2015, o Campeonato Paulista da Fefasp. A conexão é mais profunda do que se pode imaginar, já que um dos fundadores do time do Mato Grosso do Sul foi atleta da Tempestade. Seu nome: Lúcio Alves.

Nós entrevistamos Lúcio para saber tudo sobre essa estranha coincidência, que envolve personagens e histórias de ambas equipes, inclusive do porquê a equipe do MS ter coveiros como nome. Confira agora o pingue pongue:

Redação Storm: Você foi um dos fundadores do Gravediggers? Como é essa história?
Lúcio Alves: Durante os playoffs da temporada 2007/2008 foi lida uma mensagem do Silvio Torres, um grande fã dos Packers, convocando o pessoal da cidade a se reunir pra assistir o Super Bowl daquele ano. Acabamos nos reunindo na casa dele – o próprio Silvio, eu, Renan Portes e o Lucas Donha – completos estranhos com uma paixão comum. Dai nasceu a ideia da formação de um time na cidade e iniciamos os primeiros treinos com o pouco conhecimento que tínhamos. O nome veio de uma relação com a profissão do Silvio, que era técnico em necropsia.

Lúcio, no centro, em um dos primeiros treinos do Gravediggers, em 2008.
Lúcio, no centro segurando uma criança, em um dos primeiros treinos do Gravediggers, em 2008.
(RS) Em que circunstâncias você veio para São Paulo e descobriu o Storm?
(LA) Eu joguei com alguns integrantes do Storm no Pantanal Bowl de maio de 2008. Depois de conhecer o Danilo Muller pela internet, eu e o Lucas Donha fomos a Cuiabá jogar pelo Bandeirantes, um combinado com gente do país todo. Após isso fui a um treino do Storm em SP, tudo isso buscando alguma base pra seguir com a formação do Gravediggers. Em janeiro de 2009 me mudei para São Paulo depois de receber uma proposta de trabalho e não pensei duas vezes, procurei os amigos e fui treinar com o Storm.

(RS) Qual a sensação de ver um time de MS ter a chance de levar um título estadual frente ao time que você jogou por aqui?
(LA) É uma sensação boa ver que a semente que foi plantada anos atrás seguiu sendo cuidada pelas pessoas que entraram, se apaixonaram pelo esporte e fizeram do time sua família. Ao mesmo tempo gera certo conflito. Com os amigos que me acolheram no Storm joguei dois Pantanal Bowls, dois Sorocaba Bowls, um Torneio Touchdown e muitos amistosos, portanto se tornaram a minha família.

(RS) O estilo de jogo é diferente nos estados?
(LA) Muito. O nível de maturidade do esporte sempre esteve em estágios diferentes. Isso em decorrência do acesso a equipamentos que foi mais rápido em SP, acesso a informações e formação dos coachs, número de atletas disponíveis e equipes oponentes de excelente nível mais próximas.

(RS) Quem leva? 🙂
(LA) Estarei presente e espero um bom jogo, que se mantenha aberto até o último quarto, mas fico com o Storm até o fim.

Lúcio em ação pelo Storm.
Lúcio em ação pelo Storm.