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Storm leva o paulista e se torna o maior vencedor do estado

Em uma partida de fortes emoções, o São Paulo Storm superou o Campo Grande Gravediggers por 12×07 e sagrou-se campeão da edição 2015 do Campeonato Paulista da Fefasp. Com a taça, o time alcançou o seu quinto estadual (2010 e 2012 a 2015), sendo o quarto seguido, o que garante a posição de maior vencedor do estado. A partida aconteceu em Osasco (SP) e contou com a presença de um ótimo público.

“Foi uma conquista de superação. Tivemos que lidar com a renovação do elenco, inúmeras contusões de atletas importantes durante o torneio, o desfalque de dois jogadores-chave para a seleção e muita desconfiança, uma vez que alguns tropeços fizeram com que todos acreditassem que estávamos fora da disputa”, enumera William Zapparoli, o treinador principal da equipe.

A exibição na final foi a prova de que esta superação dentro do campo deu o tom. Usando a estratégia definida para o jogo de maneira espartana, o Storm dividia as posses de bola com o Gravediggers, ambos avançando em campo, mas pecando ao tentar chegar na redzone. O resultado dessa troca de bolas se refletiu no placar do intervalo, que mostrava o zero para ambos os lados.

Passado o intervalo, as duas equipes voltaram com a mesma vontade e atenção na execução. Entretanto, após uma ótima jogada terrestre, a Tempestade abriu o placar com uma corrida do running back Alan Giamas, para nada menos que 73 jardas. Sem o ponto extra anotado, o Storm abriu 6×0.

Para os que esperavam um Campo Grande abatido, o que se viu foi um adversário que se recusava a ser derrotado. Tanto que a força de vontade se converteu em touchdown e ponto extra anotado: 6×7. “O jogo estava pegado e o TD anotado pelo Gravediggers foi fruto de faltas desnecessárias da nossa defesa. Sabíamos que se elevássemos o foco na execução, voltaríamos a comandar o placar”, revelou Zapparoli.

E foi o que aconteceu. Já no último quarto, depois de boas jogadas por meio do quarterback Gustavo Urlacher, a Tempestade se colocou na redzone adversária e com uma corrida para pouco mais de oito jardas do running back Lucas Monobloco, o Storm deu números finais ao placar em 12×07. Os pontos foram especiais, já que além do título, foram os últimos anotados pelo jogador, que fazia sua última partida como atleta.

A partir daí, a missão foi gastar relógio, apesar das últimas forças gastas pelo Diggers. “Respondemos em campo a todos os que duvidavam da nossa força. Venceu o conjunto, o espírito de equipe e a união, deixando claro que um trabalho pensado no longo prazo, na evolução contínua do atleta, traz sim resultado”, finalizou o treinador.

Após o título, o Storm terá poucas semanas para se preparar para duas estreias, uma vez que o elenco se dividirá em duas competições. Enquanto a equipe principal adulta vai em busca da conquista do brasileiro, o time de desenvolvimento, formado por novatos e sub-19, atuará na Taça Nove de Julho. Em breve, tudo sobre as competições.

Storm enfrenta maior desafio de 2015

No próximo domingo, dia 12 de julho, o time masculino adulto do São Paulo Storm entra em campo para o principal desafio do ano até aqui: enfrentar o Campo Grande Gravediggers pela final do Campeonato Paulista de Futebol Americano da Fefasp. Invictos até aqui, o time do Mato Grosso do Sul (que foi convidado para participar da competição paulista) é o favorito a ser batido. O jogo acontecerá no campo do Bradesco, localizado na Cidade de Deus (sede do banco, em Osasco), Vila Yara, s/n.

Para surpreender o adversário, a Tempestade tem utilizado os últimos dias antes da decisão para focar na estratégia de jogo. “Depois de oito partidas no campeonato, é difícil imaginar que uma equipe ainda possa surpreender, mas no espírito da superação, buscaremos surpreender o Diggers”, revela William Zapparoli, treinador principal do time azul.

Zapparoli conta que foi um período importante para também estudar o adversário. “Assistimos a última partida do time de Campo Grande contra o Botafogo, no campo. Além disso, buscamos vídeos e materiais que contribuíram bastante para a definição da nossa tática.

A final de domingo também tem um gosto especial para a própria Fefasp, uma vez que trata-se da primeira vez que o campeonato verá times diferentes na decisão. “Mesmo sendo o primeiro ano do Storm na competição, jogamos buscando dar o máximo e chegamos até aqui porque merecemos. Mas não ganhamos nada e precisamos manter o foco se queremos levantar a taça”, deixa claro o treinador.

Para esse jogo, a Tempestade não contará com dois de seus principais atletas: Bruno Gardenal e Luiz Domingues. Ambos estão nos Estados Unidos com a seleção brasileira para disputar o mundial e farão falta. Mas se depender da raça e vontade que os atletas que entram deixaram no treino, o Storm não tem com que se preocupar.

A entrada para a partida São Paulo Storm x Campo Grande Gravediggers são gratuitas, mas o público precisará apresentar ingressos. Eles podem ser retirados com antecedência com qualquer um dos atletas da equipe durante a semana, bem como no último treino da Tempestade, que acontecerá amanhã, quinta, no Centro Esportivo Tietê, entre 9 e 12 horas (veja como chegar aqui) ou na prefeitura de Osasco. No dia do jogo, haverá distribuição caso existam lugares disponíveis. A partida começa às 14 horas, mas já a partir das 11h, o público poderá acompanhar várias atrações.
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A conexão entre São Paulo Storm e Campo Grande Gravediggers

Você certamente já ouviu falar da teoria dos seis graus de separação. E por incrível que possa parecer, ela também é válida para São Paulo Storm e Campo Grande Gravediggers, que se enfrentam no próximo domingo, dia 12 de julho, pelo título da SuperCopa São Paulo 2015, o Campeonato Paulista da Fefasp. A conexão é mais profunda do que se pode imaginar, já que um dos fundadores do time do Mato Grosso do Sul foi atleta da Tempestade. Seu nome: Lúcio Alves.

Nós entrevistamos Lúcio para saber tudo sobre essa estranha coincidência, que envolve personagens e histórias de ambas equipes, inclusive do porquê a equipe do MS ter coveiros como nome. Confira agora o pingue pongue:

Redação Storm: Você foi um dos fundadores do Gravediggers? Como é essa história?
Lúcio Alves: Durante os playoffs da temporada 2007/2008 foi lida uma mensagem do Silvio Torres, um grande fã dos Packers, convocando o pessoal da cidade a se reunir pra assistir o Super Bowl daquele ano. Acabamos nos reunindo na casa dele – o próprio Silvio, eu, Renan Portes e o Lucas Donha – completos estranhos com uma paixão comum. Dai nasceu a ideia da formação de um time na cidade e iniciamos os primeiros treinos com o pouco conhecimento que tínhamos. O nome veio de uma relação com a profissão do Silvio, que era técnico em necropsia.

Lúcio, no centro, em um dos primeiros treinos do Gravediggers, em 2008.
Lúcio, no centro segurando uma criança, em um dos primeiros treinos do Gravediggers, em 2008.
(RS) Em que circunstâncias você veio para São Paulo e descobriu o Storm?
(LA) Eu joguei com alguns integrantes do Storm no Pantanal Bowl de maio de 2008. Depois de conhecer o Danilo Muller pela internet, eu e o Lucas Donha fomos a Cuiabá jogar pelo Bandeirantes, um combinado com gente do país todo. Após isso fui a um treino do Storm em SP, tudo isso buscando alguma base pra seguir com a formação do Gravediggers. Em janeiro de 2009 me mudei para São Paulo depois de receber uma proposta de trabalho e não pensei duas vezes, procurei os amigos e fui treinar com o Storm.

(RS) Qual a sensação de ver um time de MS ter a chance de levar um título estadual frente ao time que você jogou por aqui?
(LA) É uma sensação boa ver que a semente que foi plantada anos atrás seguiu sendo cuidada pelas pessoas que entraram, se apaixonaram pelo esporte e fizeram do time sua família. Ao mesmo tempo gera certo conflito. Com os amigos que me acolheram no Storm joguei dois Pantanal Bowls, dois Sorocaba Bowls, um Torneio Touchdown e muitos amistosos, portanto se tornaram a minha família.

(RS) O estilo de jogo é diferente nos estados?
(LA) Muito. O nível de maturidade do esporte sempre esteve em estágios diferentes. Isso em decorrência do acesso a equipamentos que foi mais rápido em SP, acesso a informações e formação dos coachs, número de atletas disponíveis e equipes oponentes de excelente nível mais próximas.

(RS) Quem leva? 🙂
(LA) Estarei presente e espero um bom jogo, que se mantenha aberto até o último quarto, mas fico com o Storm até o fim.

Lúcio em ação pelo Storm.
Lúcio em ação pelo Storm.

Dez verdades sobre o clássico Storm x Steamrollers

No próximo domingo, dia 28/06, na cidade de Leme (SP), São Paulo Storm e Corinthians Steamrollers se enfrentam pelo Campeonato Paulista de futebol americano da Fefasp, em partida válida pela semifinal da competição. Essa não é a primeira vez que os dois times se encontram no ano, uma vez que ambos já se cruzaram na fase regular da temporada (com vitória do Steam por 29×00), mas o fato é que agora é para valer: somente o vencedor sobreviverá e poderá brigar para se declarar pentacampeão estadual.

Mesmo que o embate seja recheado de rivalidade, pouca gente conhece as histórias que cercam o clássico, uma vez que ambos permaneceram em ligas distintas entre 2012 e 2015, tanto em nível estadual quanto nacional. E para que todos saibam o que gira em torno dos motivos que fazem desse jogo o mais esperado do ano em São Paulo, conheça dez verdades sobre o clássico Storm x Steamrollers.

1- São quatro títulos estaduais para cada lado

São Paulo Storm e Corinthians Steamrollers, até 2011 faziam parte da mesma liga: a LPFA. Juntos, jogaram dois campeonatos paulistas, 2010 e 2011. O primeiro, vencido pela Tempestade, o segundo, pelo Steam, que a partir de 2012 passou a atuar nos torneios da Fefasp. Daí em diante, ambos levaram os estaduais de 12, 2013 e 2014. Somente um, a partir de agora, poderá ser pentacampeão ainda em 2015.

Tetra? Os dois times já bancaram o Galvão Bueno.
Tetra? Os dois times já bancaram o Galvão na Copa de 1994.

2- Teve Brasileiro com os dois no mesmo torneio
Se engana quem pensa que Storm e Steamrollers nunca estiveram no mesmo campeonato nacional. Ambos participaram, em 2010, da extinta Liga Brasileira de Futebol Americano (LBFA). Ainda nas discussões de organização de 2011, o Corinthians optou por disputar o TTd.

3- Jogadores de lá para cá e de cá para lá
Não foram poucos os atletas que atuaram de ambos os lados. Os mais emblemáticos são os americanos KC Frost (hoje no Flamengo) e Darrell Stewart, Leandro Fratini, Dhiego Taylor e Pedro Passarela (todos na Portuguesa, agora), William Zapparoli, atual treinador da Tempestade, além de outra dúzia de atletas que estiveram do lado azul e alvinegro.

4- As equipes jogaram quatro vezes
Foram quatro jogos entre os dois times na era do futebol americano. Cada um levou dois. O time de azul levou dois em 2010 (29×00 e 19×12) e o alvinegro outros dois, em 2011 (21×24) e 2015, justamente 29×00, maior placar de diferença que ambos aplicaram. Equilíbrio total, portanto, não adianta tentar intimidar usando vantagem em placares.

Como eu me sinto ao tentar intimidar um rival.
Como eu me sinto ao tentar intimidar um rival.

5- Os mais antigos
Poucos atletas presenciaram toda a história do confronto e estiveram presentes em todas as fases do clássico. Do lado do Storm, somente os receivers Vinicius Gaspar e Gabriel Rulli, o cornerback Vandiz Silva, o defensive end Renato Spy e o center Caio Torres estiveram em campo ainda na fase do flag.

6- Ambos dividiram a mesma sideline
Em apenas uma oportunidade, atletas do Corinthians e do Storm estiveram do mesmo lado do campo. E isso aconteceu no torneio de seleções estaduais de 2010, que aconteceu na cidade de Curitiba (PR). As equipes formaram a base que foi terceira colocada na competição.

7- O fator KC
KC Frost foi o melhor jogador a vestir a camisa de ambos. Pelas cores do Steamrollers venceu dois estaduais e dois Torneios Touchdown. Pela Tempestade, conquistou um terceiro estadual e ainda levou o Storm ao terceiro lugar do nacional. Ídolo, deixou sua marca por onde passou.

Frost em ação pelo Storm, pelo Paulista de 2013.
Frost em ação pelo Storm, pela Liga Paulista de 2013.

8- Todos os pontos anotados e sofridos
Se levarmos em consideração todos os pontos anotados e sofridos, o placar total entre as equipes é de 69×65 para o Storm.

9- As cidades que já receberam o clássico
Tempestade e Steamrollers tiveram a chance de se encontrar em quatro palcos diferentes: Embu e Votorantim (2010), Sorocaba (2011) e Leme (2015).

Partida realizada em Embu, no torneio de 2010.
Partida realizada em Embu, no torneio de 2010.

10- Quem leva o jogo de domingo
Sem dúvida, o jogo de domingo escreve uma nova página na história entre as duas equipes, já tão recheada de momentos reais e outros tantos de puro folclore. Ambos querem vencer. Ambos querem o título. Mas somente um deles permanecerá vivo. Que seja aquele que veste azul.

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